Síndrome de Wolff-Parkinson-White – o nome é de uma arritmia cardíaca com riscos de parada cardíaca em atletas e até em pacientes tidos como saudáveis.

De todos os problemas, o maior deles é o risco de morte súbita em atletas de alto rendimento.

A Síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma arritmia cardíaca na qual existe uma via elétrica adicional do coração – um curto circuito que provoca palpitações e necessidade de tratamento médico.

WPW e o trabalho.

Os pacientes que apresentam esta síndrome devem tomar alguns cuidados e estão proibidos de exercer algumas atividades físicas.

O W-P-W é uma condição clínica que pode levar a períodos de aumento da freqüência cardíaca (taquicardia).

A Síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma das causas mais comuns de problemas de ritmo cardíaco acelerado em lactentes e crianças. ((MedLinePlus))

 

 

Boa noite
Fui diagnosticada a um tempo com WPW e meu médico me indicou ablação, mas estou com muito medo.

O que vcs que já fizeram aconselham?

Leitora A

Leitor

Resposta do Cardiologista: Leitora A, o simples diagnóstico do WPW já causa espanto. E a possibilidade de uma cirurgia também.

A ablação (como será discutido adiante) é uma das melhores estratégias médicas e com muito bons resultados e poucas complicações (raras).

O quê significa W-P-W? 

Estas são as iniciais dos nomes dos médicos estudiosos que reconheceram esta doença e que hoje levam o seu nome: Wolff-Parkinson-White.

O termo médico seria Síndrome de Pré-excitação ventricular, que além do W-P-W, há a síndrome de Lown-Ganong-Levine.

Síndrome de Wolff-Parkinson-White?

A Síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma síndrome congénita (desde o nascimento) que é causada pela presença de vias elétricas adicionais no sistema de condução elétrica do coração.

Infomração de fisiologia cardíaca: para o coração pulsar (bater/contrair), há uma rede de fios/fibras (células) elétricas que enviam o sinal para que o coração se contraia. O problema do Wolff-Parkinson-White está em uma dessas vias de condução do estímulo elétrico.

Cerca de 40% das pessoas nunca chegam a desenvolver sintomas da síndrome de Wolff-Parkinson-White, já outras (“azarados, por assim dizer”), desenvolvem arritmias e taquicardias).

Causas da Síndrome de Wolff-Parkinson-White

Normalmente, os sinais elétricos seguem um determinado caminho através do coração. Isso ajuda o coração bater regularmente.

Esse impulso elétrico segue um caminho normal, saindo do nó sinusal (ponto 1), passando pelo feixe AV (estrada 1), chegando ao nó átrio-ventricular (ponto 2) e passando nos feixes que conduzem o impulso aos ventrículos (estrada 2 e 3). ((MedLinePlus)).

  • Ponto 1: nó sinusal.
  • Estrada 1: liga ponto 1 ao ponto 2
  • Ponto 2: nó átrio ventricular.
  • Destino 1: ventrículo direito.
  • Destino 2: ventrículo esquerdo.
  • Estrada 2 (feixe de His): liga o nó átrio-ventricular ao ventrículo direito.
  • Estrada 3 (feixe de His): liga o nó átrio-ventricular ao ventrículo esquerdo.

Esse é o caminh natural e normal do coração. Já na síndrome de Wolff-Parkinson-White, há uma nova estrada, um caminho mais curto, um curto circuito.

  • Ponto 1: nó sinusal.
  • Estrada 1: liga ponto 1 ao ponto 2
  • Ponto 2: nó átrio ventricular.
  • Destino 1: ventrículo direito.
  • Destino 2: ventrículo esquerdo.
  • Estrada 2 (feixe de His): liga o nó átrio-ventricular ao ventrículo direito.
  • Estrada 3 (feixe de His): liga o nó átrio-ventricular ao ventrículo esquerdo.
  • Via anômala: liga a Estrada 1 com a Estrada 2 ou a 3)

Em pessoas com síndrome de Wolff-Parkinson-White, há um curto circuito atípico (anômalo) e o estímulo passa diretamente do feixe AV para os feixes de His (feixes ventriculares).

É como se houvesse uma outra “rodovia”, outro “caminho”, e no termo correto outra “via”.

Daí o nome “VIA ANÔMALA.”

Assim, os ventrículos são estimulados precocemente – uma excitação prévia ao que deveria ocorrer – por isso, a WPW também é chamada de pré-excitação ventricular; ou seja alguns dos sinais elétricos do coração que saem dos átrios chegam ao ventrículo por uma via extra, pela (rodovia) via anômala.

Essa pré-excitação ventricular pode causar um ritmo cardíaco muito rápido chamado taquicardias supraventriculares. (Tipster)

 

Tenho 36 anos e descobrir que tenho WPW ainda não passei com o arritmologista para ver a gravidade do meu problema, descobri sem querer pois nunca tive nenhum sintoma.

Minha duvida é referente a alguns creme de massagem que costumo usar que promove uma vaso dilatação por aquecimento, normalmente esses cremes contém cafeina, cha verde etc… será que isso pode ser prejudicial.

Leitora G

Resposta do Cardiologista: Leitora G, muitos pacientes são assintomáticos a vida inteira… o que é ÓITMO. 

A ausência de sintoma é um sinal de baixa gravidade.

Alguns pacientes não vão manifestar sintomas NUNCA. Pois é daquele grupo de pacientes completamente assintomático. Onde a presença da Alteração no Eletrocardiograma é só no papel, sem sintomas.

Alguns, sem necessidade de tratamento.

Tenho 23 anos, e recente mente fui diagnosticado com uma Pré-Excitação ventricular, no qual irei realizar um exame EEF para avaliar o mesmo.

Há mais ou menos 2 anos sinto dores no peito, as vezes dificuldades para respirar e acordar no meio da noite com taquecardia e no dia a dia sentir como se o coração desse uns pulos ou varios batimentos em uma unica sequencia.

Espero que após este exame e a próxima conduta ser tomada eu melhore, minha unica preocupação e sintomas mais graves (letais)

Leitor D

Resposta do Cardiologista: Leitor D, a sua dúvida é a base de grande confusão que grande parte dos pacientes tem. E essa dúvida começa antes de ablação e persiste após ela.

Palpitação (pulos, pausas, batimentos) NÃO É o principal sintoma de WPW.

Paulas e Pulos são sintomas de Extrassístoles – e você verá outros exemplos de pacientes nesse artigo.

No geral, os pacientes tem extrassístoles (muito sintomáticas) e WPW (pouco sintomático).

O sintoma clássico de WPW é uma taquicardia supraventricular muito intensa e sintomática.

Mas diante de um diagnóstico de WPW, os pacientes acham que tudo que sentem são devidos a ele. Nem sempre é assim.

É fundamental entender isso, pois alguns sintomas não desapareceção após a ablação.

Doenças Associadas ao Wolff-Parkinson-White:

A maioria das pessoas com síndrome de Wolff-Parkinson-White não têm quaisquer outros problemas cardíacos.  

No entanto, esta condição tem sido associada com outras condições cardíacas, tais como:

  • Anomalia de Ebstein. (1)
  • Comunicação Interatrial (2) (3)
  • Miocardiopatia hipertrófica (4)

Sintomas da Síndrome de Wolff-Parkinson-White

Como você viu acima, apenas 40% das pessoas que tem a síndrome de WPW não apresentam nenhum sintoma.

Nas outras 60%, que desenvolvem sintomas, os mais comuns são:

  • frequência cardíaca elevada,
  • palpitações,
  • falta de ar,
  • sensação de desmaio e
  • perda de consciência (síncope)
  • Casos raros: parada cardíaca.

O tipo de arritmia cardíaca mais comum causado pela Síndrome de WPW é a taquicardia paroxística supraventricular.

Os Sintomas da síndrome de  Wolff-Parkinson-White são o resultado de um ritmo cardíaco acelerado

Boa tarde!Passei pelo procedimento de ablação, porém sem sucesso,vou precisar realizar novo estudo eletrofisiologico faço acompanhamento no Incor.

Gostaria de saber se posso realizar trabalho que exige esforço físico?Pois quando esforço muito sinto falta de ar e palpitações.

Gostaria de saber de a equipe de arritmia pode mim dar relatório para afastar do serviço pesado?

Leitor ML

Resposta do Cardiologista: A atividade física competitiva ou de esforço intenso é contraindicada em pacientes com WPW.

Exercícios de WPW

Exercícios regulares e para manter a saúde são fundamentais em todos os pacientes.

Entretanto, exercícios intensos e principalmente os exercícios competitivos não devem ser realizados.

Sintomas de WPW podem ocorrer em repouso, também. Mas não se deve exercitar competitivamente ou em esforços mais intensos.

Woff-Parkinson-White e Taquicardia:

Os episódios de taquicardia podem começar rápida e subitamente, podendo durar segundos ou várias horas.

Esses episódios acontecem muitas vezes durante o exercício, mas também podem ocorrer com o paciente em repouso, assistindo televisão ou até mesmo dormindo.

Woff-Parkinson-White e Alimentos:

A cafeína (café e derivados) ou outros estimulantes (energéticos, refrigerantes a base de Cola) e álcool pode ser um gatilho para algumas pessoas.

Por outro lados, há pessoas que não sentem absolutamente nada com o uso desses alimentos.

Devo evitar café?

Se você perceber que o café e derivados fazem com que seus sintomas fiquem mais frequentes, SIM, VOCÊ deve evitar esses elimentos.

Caso contrário, não há indicação médica para parar o café.

Qual a frequência dos sintomas?

A frequencia de aparecimento dos sintomas de WPW é muito variável.

Ao longo do tempo, os sintomas de WPW pode desaparecer em até 25 por cento das pessoas que os experimentam. ((MayoClínic)).

Em outros casos, o paciente pode permanecer um longo tempo sem qualquer sintoma – totalmente assintomático e o W-P-W pode ser diagnosticado em uma consulta de rotina, de check-up.

Os sintomas em casos mais graves

Cerca de 10 a 30 por cento das pessoas com síndrome de Wolff-Parkinson-White, ocasionalmente, ter um tipo de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial. Nestas pessoas, os sinais e sintomas de WPW podem incluir:

Os sintomas em Crianças

Os sintomas em crianças com síndrome de Wolff-Parkinson-White podem incluir: ((MayoClínic))

  • Falta de ar – dispneia
  • Falta de atenção – Deficit de atenção
  • Má alimentação
  • Batimentos cardíacos acelerados – as taquicardias.

 

Boa noite Dr. !

Nosso filho tem 14 anos e tinha laudo de defecit de atenção , recentemente ele fez um eletrocardiograma, e logo que que início o exame, o médico já nos informou da síndrome Wolff-Parkinson-White e nos indicou varios especialistas, que nos aconselharam a fazermos Ablação, nosso médico escolhido foi perfeito nos deixou tolamente seguros neste procedimento, tudo certo alta do hospital no dia seguinte.

Nosso filho está ótimo evolui em varios aspectos, mais energia, minha dúvida é, o déficit de atenção pode ter alterado?

Não encontrei nenhum estudo ou pesquisa sobre este fato. Até pq antes da Ablação ele fez uso de Ritalina, e quando diagnosticado WPW, tivemos que cortar o uso.

Leitor L

Resposta do Cardiologista: Ritalina e WPW.

Qualquer medicação que estimule o coração não é aconselhada em pacientes que tenham o WPW.

Entretanto, após o tratamento e cauterização da via anômala, não há contraindicações para o uso.

Mas óbvio: há que se ter uma liberação por escrito do médico que fez a ablação (o arritmologista) e do seu cardiologista. Esse relatório daria segurança ao Neurologista.

Wolff-Parkinson-White sem sintomas!

A maioria das pessoas que têm uma via elétrica anômala sem que apresentem qualquer tipo de sintomas de batimento cardíaco rápido.

Nessa situação, temos a PRÉ-EXCITAÇÃO assintomática.

Esse padrão de Wolff-Parkinson-White, só é descoberto por acaso, quando uma pessoa está passando por um exame de coração por outras razões.

Padrão de Wolff-Parkinson-White é inofensivo em muitas pessoas e quando descoberto, não precisa de tratamento.

Mas os médicos podem recomendar uma avaliação mais aprofundada com Estudo eletro-fisiológico para melhora avaliação dos pacientes, principalmente em crianças.

Boa noite doutor ,
Sou a Lectícia Monteiro descobri que tinha WPW em 2013 fiz o cataterismo nesse ano .Atuamente os meus batimentos cardíacos encontram-se sempre acima dos 100 e já à algum tempo que noto que estou a ter os sintomas de WPW o coração a acelarar e noutras alturas parece que esta a parar.

Gostaria de saber se é normal voltar a ter estes sintomas depois de ter feito o cataterismo e passado estes anos todos?

Leitora L

Resposta do Cardiologista: Sintomas do WPW.

Vamos entender direitinho. O sintoma de quase toda arritmia é a palpitação, é perceber o coração acelerado, com pausa, parando, batendo forte.

Mas todas essas descrições acima são tipicamente frequente nas EXTRASSÍSTOLES VENTRICULARES.

Quais seriam os sintomas de WPW – diferente das extrassístoles, os sintomas típicos do WPW é uma taquicardia muito forte, com sudorese, sensação de desmaio, que dura 30 aou mais segundos e associadas a sintomas de tontura.

É bem diferente. É bem mais sério!

Muitos pacientes sentem palpitações causasda por extrassístoles e acham que o WPW voltou. Essa situação acontece demais no consultório e é muito interessante fazer um Holter para VER que tipo de arritmia está ocorrendo.

Normalmente, são extrassístoles sem qualquer relação com o WPW.

Via anômala WPW

Diagnóstico do Wolff-Parkinson-White:

A primeira suspeita do diagnóstico da Síndrome de Wolff-Parkinson-White é pelo Eletrocardiograma.

Quando o médico cardiologista observa um ECG ele já é capaz de fazer o diagnóstico da Síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Quanos os ítens técnicos, abaixo, estão presentes no ECG, o diagnóstico estará feito. (Tipster)

  • Intervalo PR curto: menor que 0,12 segundo, ondas P de aparência normal;
  • Complexo QRS largo, com uma duração mais longa do que 0,12 segundo;
  • Presença de ondas delta. Inscrição lenta ou espessamento da porção inicial do complexo (onda delta) – O QRS é o critério mais importante para o diagnóstico de síndroma de Wolff-Parkinson-White.
  • Alterações secundárias de segmento ST e onda T, que estão mostrando uma direção oposta à onda complexo QRS e delta. 

Exames para Avaliar o WPW?

O médico irá começar a investigação clínica com uma história clínica completa, juntamente com o exame físico e exames laboratoriais, incluindo:

  • Os exames de sangue, para verificar hormônio da tireoide e os níveis de potássio no sangue, o que pode levar a algumas perturbações do ritmo cardíaco.
  • A radiografia de tórax, para verificar se o seu coração está dilatado.

Holter 24 horas:

Este dispositivo ECG portátil é transportado no bolso ou usado em um cinto.

O holter 24 horas registra a atividade do seu coração por 24 horas, fornecendo o seu médico com um olhar prolongado em seus ritmos cardíacos.

Ele é um ótimo exame para avaliação do WPW.

 

Gravador de eventos: Looping:

Trata-se de um exame semelhante ao HOLTER, só que a duração do exame é de 1 a três semanas ou até mesmo meses.

O paciente ativa o gravado quanto tiver sintomas de uma arritmia.

 

Estudo Eletrofisiológico:

Este teste (foto) pode ser usado para confirmar o diagnóstico de síndrome de Wolff-Parkinson-White ou para identificar a localização da anômala.

É um exame feito em hospital, com uma sedação anestésica e é capaz de mapear onde está esta via anômala que provoca os sintomas de arritmia cardíaca e palpitação.

Os Eletrodos são colocados diretamente no coração e conseguem definir, com precisão, o local exato em que o “curto-circuito” ocorre e identificar a via anômala. ((1)) ((2))

Estudo Eletrofisiológico NÃO É cateterismo: muitos confundem, mas são exames completamente diferentes. 

Cateterismo cardíaco avalia as artérias coronárias (feito pelas artérias do corpo). Estudo eletrofisiológico avalia o sistema de condução do coração e também arritmias (é um exame venoso, pelas veias) – são exames diferentes.

 

 

Tive WPW em 2014 fiz a ablacao e tinha DUAS vias de condução.

Meu sintomas sempre foram as travadas no coracão, porém sempre tive uma vida ativa, jogando bola e academia. depois que comecei a reparar nos sitomas eles pioraram.

Hoje em 2017 eu ainda tenho as mesmas palpitacoes, porem refiz os exames em 2016, e foi detectado a Extra-sistoles, porém a medica diz nao ser a WpW e sim so a extra=sistoles.

Porem sinto as vezes na academia aquela “pausada” no coração, e nao sei se me preocupo por ser WpW e ter uma morte subita, ou e so extrasistole mesmo..

Existe a possibilidade de curar WpW e ainda ter extrassistole sem WpW?

Leitor BM

Resposta do Cardiologista: Leitor BM, sua dúvida é FANTÁSTICA… e bastante esclarecedora.

 

Palpitação NEM SEMPRE é WPW!

Quem faz uma ablação tem a esperança de nunca mais sentir nenhuma arritmia – isso é óbvio.

Mas o sintoma de palpitação é um sintoma geral que não significa, necessariamente, que as arritmias de WPW voltaram.

São simples palpitações, causadas por Extrassístoles e não as arritmias provocadas pelo WPW.

Mas o medo é tão grande – que todos acham que o WPW retornou. Mas na verdade, não!

 

Em 2010 fui diagnosticada com a síndrome, passei por crises de taquicardia terríveis, fiquei internada tantas vezes que já não tinha mais nem veias pra medicação, a cada duas semanas a medicação era trocada porque nada ajudava nas crises, até que um dos meus cardiologistas indicou um outro medico e fiz a ablação.

Passei mto mal, tive taquicardia e pra minha surpresa o cardiologista que fez o procedimento disse que haviam tantas veias anomalicas que eu teria que passar por 4 procedimentos pra retirar tudo, que tinham veias próximas as artérias…

Tomei medicação mto tempo pra ajudar na taquicardia mas não voltei pra realizar os outros procedimentos, ainda sinto taquicardia mas nada comparado as crises antes da ablação.

Leitora R

Resposta do Cardiologista: O depoimento da Leitora R é extremamente ilustrativo e através dele podemos ilustrar várias situações diferentes.

Mais de uma via anômala:

O habitual é que o paciente tenha UMA VIA ANÔMALA. Entretanto, para toda regra há exceção. E no caso da Leitora R há várias exceções.

Esse é o típico caso em que o médico trata, mas os sintomas não são aliviados totalmente após a ablação.

Veja a frase dela: “Taquicardias terríveis” antes da ablação. Essas taquicardias continuariam após a ablação se APENAS UMA VIA ANÔMALA tivesse sido cauterizada.

As outras continuariam a causar “taquicardias terríveis”.

Duas ou mais Ablações:

No gral, uma ablação é suficiente para tratar a via anômala, ou duas vias anômalas.

Mas outras vezes, o médico precisará fazer NOVO procedimento para tratar todas as vias – pois o processo / a cirurgia pode ser muito demorada. Então, se repete o processo. É raro, mas pode acontecer.

Após Ablações – poucos sintomas:

No caso da Leitora R, os sintomas que ela passou a sentir após a ablação sugerem muito que sejam devido a extrassístoles e palpitações.

É o mais comum que ocorra.

Ansiedade junto com palpitações podem permanecer, diante do quadro passado.

WPW duas vias anomalas

Bom dia Dr.
Meu filho fez um eletro em 12/2015 e foi diagnosticado com Pre excitação ventricular.
Ele tem 16anos e nunca teve nenhuma arritmia. Levei ele em 3 cardiologistas, incluindo Kalil e Mauricio Sacanavacca do Sirio.

Todos disseram que ele deve fazer a ablação. Eu estou muito inseguro. Tenho medo de a cirurgia poder despertar a arritmia que nunca apareceu.
O sr sabe quais os riscos da ablação?

Obrigado pelas dicas.

Leitor M

Resposta do Cardiologista: Não há dúvida de que a ablação é melhor que o tratamento medicamentoso.

Uma arritmia pode acontecer subitamente. Mas a ablação não causa arritmias, aliás, a ablação foi feita para eliminar a possibilidade de arritmia.

Como tratar? Medicação ou cirurgia?

O objetivo do tratamento é evitar que a condução ocorra pela via anômala e passe a ocorrer somente pela via normal. Assim, os médicos lançam mão de medicamentos que tentam impedir que o estímulo passe pela via anormal e siga o caminho normal.

Medicações de controle para WPW:

várias drogas podem ser utilizadas para o tratamento das arritmias relacionadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Entre elas estão:

  • propafenona (Ritmonorm®),
  • amiodarona (Ancoron®),
  • sotalol (Sotocor®).

Algumas medicações não podem ser utilizadas:

  • beta-bloqueadores (propranolol, metoprolol) ou
  • bloqueadores do canal de cálcio (verapamil, diltiazem).

Pois (3) pois podem aumentar a transmissão do estímulo na via anômala, notadamente digoxina e verapamil ((4)).

Se a frequência cardíaca não voltar ao normal com o tratamento médico, os médicos podem usar um tipo de terapia chamado cardioversão elétrica (choque).

A Desvantagem: o paciente NÃO fica CURADO do problema, ficara (pode ficar) com a doença CONTROLADA.

 

Olá, Dr Leonardo. Tudo bem?! Poderia tirar uma dúvida, por gentileza?

Os beta-bloqueadores e os antagonistas de canal de cálcio não-diidropiridínicos são contra-indicados na WPW somente se o paciente tiver fibrilação atrial associada?

Se o paciente com WPW não tiver fibrilação atrial, ele pode fazer uso dessas medicações?
Agradeço desde já pela atenção!

Leitor TS

Medicações que ativam arritmia: Por mais que sejam anti arrítmicos, o digoxina e verapamil aumentam a chance de arritmias cardíacas e não devem ser utilizados em hipótese alguma.

Ablação de Wolff-Parkinson-White:

O tratamento a longo prazo para a síndrome de Wolff-Parkinson-White é realizado por ablação por cateter.

Este procedimento envolve a inserção de um tubo (cateter) numa veia através de um pequeno corte (de um ou 2 cm) perto da virilha.

Esse cateter é conduzido (enfiado) até atingir o coração. No coração, o médico eletrofisiologista procura o local onde está a via anômala e a cauteriza – um tipo especial de energia chamada de radiofreqüência ou congelando-o (crioablação).

A ablação de Wolff-Parkinson-White é o método de tratamento de escolha para esses pacientes.

Taxa de Sucesso da ablação:

A ablação por radio-freqüência é a terapia de eleição com sucesso de 89 a 97% na dependência da localização da via.

A recorrência da condução pela via acessória, após uma ablação ocorre em aproximadamente 5 a 12% dos casos, e esses pacientes podem ser submetidos a uma nova intervenção sem aumento do risco. ((6))

 

Boa noite
Fui diagnosticada a um tempo,meu médico me indicou ablação,mas estou com MT medo,o que vcs que já fizeram aconselham?

Leitora A

Resposta do Cardiologista: Leitora A, ablação é o melhor tratamento. Um corte, 4 horas anestesiada, e sai da sala curada.

Vai dar certo.

Descobri essa doença quando fiz um exame que nunca tinha feito o eletrocardiograma aos meus 24 anos.

A médica me falou que se eu não fizesse um plano de saúde pra mim pra fazer tratamento eu iria morrer…. Foi desesperador, sem dinheiro na época.

(… comentário continua… )

 

Leitor La

Resposta do Cardiologista: A dúvida da Leitora LA é uma história de vida. Uma caso completo e que será bastante ilustrativo.

WPW não é a morte!

O WPW é uma doença totalmente curável nos dias de hoje.

O WPW pode levar à morte? Sim, claro. Mas eu sou contrário à essa abordagem médica de dizer isso na primeira consulta. Causa um pânico terrível nos pacientes.

Se você me perguntar se eu já vi algum paciente morrendo de WPW – claro que sim. Tanto no SUS quanto no setor de Convênio ou Particular. 

WPW existe desde o nascimento:

Não é a partir do diagnóstico médico que a doença começou, não!

O WPW existe desde que você nasceu e SÓ FOI DESCOBERTO agora.

Então, não é a partir de agora (do momento do diagnóstico) que você passou a correr risco de vida!

Complicações da Ablação:

  1. bloqueio AV total: (0,2-0,6%): geralmente ocorrido nas vias ântero-septais e médio-septais, mas raramente em vias póstero-septais;
  2. infarto agudo (0,06%) do miocárdio por aplicação inadvertida dentro da circunflexa ou por dissecção de uma artéria coronária;
  3. perfuração cardíaca e tamponamento (0,1%);
  4. acidente vascular encefálico, ou acidentes isquêmicos transitórios (0,1%);
  5. lesão valvar mitral ou aórtica (0,15%);
  6. complicações arteriais e venosas (0,5%) no local da punção;
  7. com-plicações secundárias à exposição de raioX. ((6))

Imaginem um situação para facilitar o cálculo: Para cada 2000 pacientes tratados:

  1. Bloqueio AV total: entre 4 e 1 pacientes.
  2. Infarto do Miocárdio: precisaríamos tratar 200.000 para ter 1 infarto.

(… continuação…)

Fiz ablação pelo sus mais deu errado. O médico explicou mais ou menos assim: que quando tentou eliminar o ” feixe” ruim acabou atingindo um “bom” o que não era pra acontecer.

Ele tentou por várias vezes mais como acelerava muito ele não conseguiu. Passou um tempo eu fiquei muito mal.

(… continua…)

Leitor LA

Resposta do Cardiologista: O tratamento do WPW é bastante avançado e muito delicado.

Lembre-se que a doença é um FEIXE DE FIBRAS elétricas que conduz o estímulo incorretamente. Para curar: é preciso CORTAR esse feixe de fibras elétricas (são células cardíacas especiais).

Quando a Ablação de WPW dá errado!

Você precisa entender um pouco a situação da via anômala:

  1. Via anômala distante (em milímetros) da via normal.
  2. Via anômala próxima (em milímetros) da via normal.
  3. Via anômala MUITO PRÓXIMA (em milímetros) da via normal.

A situação 1, acima, é a mais confortável para o médico, pois o risco dele QUEIMAR a via anômala e TAMBÉM QUEIMAR a via normal é pequeno.

Diferentemente, a Situação 3, acima, o risco é muito elevado. Quando o médico queima as duas vias, o paciente ficará curado do WPW mas terá outra doença e precisará usar MARCA-PASSO cardíaco.

Provavelmente, o que aconteceu com a paciente do exemplo acima foi isto. O médico cauterizou as duas vias.

É erro médico? 

Não, não é um erro médico. É uma situação já conhecida, possível, pois a doença (na situação 3) é mais complicada.

 

 

(… continua…)

O remédio custava caro e me dava tontura. Precisei de atendimento médico e fui mandada embora. Então fiz um plano de saúde e fiz cateterismo lá em Recife onde foi diagnosticado que o feixe ruim estava lá ainda e só tinha ele.

O que o médico do SUS fez foi eliminar o feixe bom. (Não tô dizendo que só pq ele e do SUS que e ruim, mais passei por isso, ele foi negligênte). O meu médico lá em Recife fez vários teste me deu choques (isso tudo na sala de cirurgia e comigo sedada) pra ver como estava a situação e ele detectou que não apresentava risco ainda aí falo que na próxima vez que precisar fazer cateterismo terei que eliminar o único feixe que tá lá que é o ruim e terei que colocar marcapasso.

Hoje não tomo medicação só faço exame de rotinas anualmente pra ver como está . O último medicamento que me passaram o meu médico aqui de Aracaju falou pra parar pois iria me deixar estéreo. Agora em outubro levarei meus exames mais todo ano fico apreensiva. Entrego nas mãos de Deus. Quero muito ser curada.

Leitor LA

Resposta do Cardiologista:

Risco de usar Marca-Passo.

Todo paciente precisa saber – HÁ um risco de sair da mesa de cirurgia com um Marca-Passo implantado.

E não dá para saber de antemão. Só na hora mesmo.

Ninguém deseja isso, mas é um risco – um RISCO MUITO BAIXO de se usar o Marca-passo, mas é um risco.

Fiz um procedimento de ablação não sentir nada, durante a cirurgia foi acordado, apenas com anestesia local na virilha e no pescoço.

Eles r submetem a uma aceleração do coração pra estimular a ritimia e fazem a cauterização na canal de desvio teve várias tentativas até que o sinal foi totalmente corrigido.durou aproximadamente 3hrs, fui pra uti ao término e fiquei um dia em observação, não sentir qualquer sintoma e dores apenas dores onde tinham feito as inserções mais nada desconfortável, todos os meus exames durante a internação foram normal as atividades de fisioterapia tambem os batimentos deram normal, fui liberado no terceiro dia.

Agora vou fazer o retorno pra conseguir a liberação e poder voltar a rotina de atividades. Aconselho fazer a ablação não há risco e os equipamentos são de última geração.

E o melhor vc não senti nada e fica totalmente curado!

Leitor WP

Veja o depoimento fantástico do leitor WP.

Ele está super satisfeito com a ablação. Todos os equipamentos são de última geração e são altamente tecnológicos, inclusive os do SUS.

A vantagem: o paciente fica CURADO do problema.

Detalhes da Correção via Ablação:

  • Não há cortes no peito.
  • A anestesia é via sedação.
  • Há um pequeno corte/incisão na virilha: 2 a 3 centímetros.
  • Não haverá dores no peito.
  • A ocorrência de morte súbita é rara.
  • Há toda uma estrutura de equipamentos para tratar as principais complicações.
  • Tempo de internação: 2 a 3 dias.

Cirurgia de coração:

Raramente é realizada, pois a Ablação (cauterização) costuma ser o procedimento de escolha.

 

Acompanhamento a longo prazo

A ablação por cateter CURA a doença na maioria dos pacientes.

A taxa de sucesso para o processo situa-se entre 85 e 95% – elas vairfam dependendo da localização e número de vias adicionais (às vezes são mais de uma via anômala).

Além de ter um número maior de vias, existe a possibilidade de que o Estudo eletrofisiológico não consiga detectar todas as vias anômala e pode ser que uma delas fique sem tratamento adequado – e a arritmia volta a ocorrer. 

Restrição física na W-P-W e para o Trabalho:

Antes da Ablação:

Os pacientes portadores da síndrome de Wolff-Parkinson-White não podem exercer atividades físicas competitivas (futebol, vôlei, basquete) nem esportes radicais (mergulho, escalada, asa-delta).

Esses pacientes também não podem exercer profissões de risco (piloto, motorista, operador de máquinas pesadas).

Futebol e Esportes:

Esta doença é incompatível com a prática de atividades físicas pois pode desencadear arritmias cardíacas perigosas.

A WPW é uma das principais causas de morte súbita em atletas, pois o paciente se sente normal até o dia em que o exercício intenso provoca uma arritmia fatal e trágica, muitas vezes filmadas pela imprensa, provocando grande repercussão nacional.

Após a Ablação:

Após ablação não há qualquer restrição para atividade física e qualquer profissão poderá ser exercida.

 

Eu descobri a arritimia aos 21 anos ,quando estava fazendo teste em um clube de futebol,foi muito triste,pois dediquei a minha vida para ser jogador de futebol.

Eu fiz trés ablações e também com muita fé em Deus fiquei curado,pois sem a fé nâo somos nada.

Infelizmente não tive mais chance no futebol ,mas eu voltei a estudar e graças a Deus consegui ser aprovado em trés concursos públicos,hoje tenho uma vida normal.

Todo ano faço exame e minha saúde vai bem.

Leitor J

Resposta do Cardiologista: Leitor J, seu depoimento é excelente.

Ele ilustra um diagnóstico precoce (antes do aparecimento dos sintomas) e que também foi possível prevenir uma MORTE SÚBITA.

Infelizmente, sua carreira no esporte foi prejudicada, mas bom que você tenha encontrado uma saída pelos estudos.

Depois da Ablação: mas depois da ablação, se seu médico tiver segurança de que a doença foi curada, pode realizar atividade esportiva.

Posso trabalhar? Concurso público e Afins…

Como disse, após ablação (e principalmente, após a liberação do seu médico e do arritmologista) não há qualquer restrição para atividade física e qualquer profissão poderá ser exercida.

Sendo assim, você pode trabalhar em qualquer emprego – qualquer emprego.

Algumas dúvidas sobre WPW!

O Wolff-Parkinson-White é uma doença grave e perigosa se não for descoberta a tempo.

Veja algumas dúvidas dos leitores.

tenho Wolff-Parkinson-White ja fiz estudo eletrofisiologico fiz ablação mas ainda tenho a sindrome.

Quero saber se posso fazer um implante dentário e se posso malhar na academia?

Leitora C

Resposta do Cardiologista: Logo após a realização da Ablação, o eletrofisiologista testar todas as vias anômalas.

Se o paciente alega que está AINDA COM A SÍNDROME, deve repetir o ECG e talvez o HOLTER par avaliar se realmente os sintomas e as arritmias retornaram.

 

olá tenho 37 anos, três filhos, dois nascidos de parto normal e um de cesária, fui diagnosticada com 7 anos de WPW.

Quero fazer uma abnoplastia e lipo, corro risco?

Leitora Gi

Resposta do Cardiologista: Leitora Gi. O importante do WPW é a presença ou ausência de sintomas, como arritmia.

Eu sempre oriento os meus pacientes a fazer o estudo eletrofisiológico e tratar se o exame indicar.

Risco cirúrgico: é uma incógnita. Mas não há nenhum critérios de pré operatório dizendo que o risco aumenta.

Eu tenho Síndrome de W.P.W.

Ia fazer a ablação pelo plano de saúde, mas descobri que estava grávida e não pude fazer.

Agora, infelizmente estou sem plano de saúde e o SUS não encaminha para fazer este procedimento.

O jeito é esperar!

Leitora D

Resposta do Cardiologista: Sim, o SUS realiza esse procedimento de ABLAÇÃO.

Ablação de WPW pelo SUS:

O SUS autoriza a realização do exame pela sua tabela. Muitos hospitais realizam o procedimento.

Ablação de WPW e Grestação:

Devido à quantidade enorme de radiação, o procedimento não deve ser realizado por grávidas. 

O risco para o feto é elevado.

Boa tarde, eu me chamo Sara!
Fiz recentemente uma ablação (hoje tem 15 dias), e tenho sentido dores na virilha e má circulação, e confesso que está incomodando muito.

Isso é normal? O que posso fazer pra diminuir esse incomodo? Devo me preocupar com isso???

Leitora S

Ferida cirúrgica da Ablação

A ferida cirúrgica da ablação mede apenas 3 cm… ou seja, é mínima. Localizada na virilha do paciente.

Raramente há uma complicação ou problema com a ferida da Ablação de WPW. Mas pode ser que o médico (no momento da cirurgia) faça uma pressão maior no local, daí, a região fica um pouco mais sensível.

Não é comum ocorrer hematomas grandes ou graves no Estudo eletrofisiológico e Ablação de via anômala, como ocorre no Cateterismo.

Como resolver? Repouso com as pernas.

Quem tem a WPW pode doar sangue?

Leitor JE

Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) pode doar sangue? 

Sim, não há nenhuma contraindicação para o paciente com WPW doar sangue. 

Não se trata de uma doença transmissível.

Tem WPW e já tratou?

E você? Já realizou esta cirurgia? Conte-nos como foi a sua experiência… o que você sentiu, o tempo de internação, etc.

Deixe aqui o seu comentário e ajude a outros pacientes com a sua experiência!

Regras dos comentário:

Esse blog e todos os seus artigos não são consulta médica. Foram escritos pelo Dr. Leonardo Alves - Médico Cardiologista de Teófilo Otoni, MG (CRMMG: 33.669).

Sempre confie e dê mais atenção na opinião do seu médico, pois ele te examinou. Nada substitui a consulta médica presencial, com seu médico de confiança.

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