A Fração de Ejeção Baixa no ecocardiograma é comum na prática do Cardiologista. Há maneiras de normalizá-la? de voltar ao normal? Confira.

A fração de ejeção reduzida é o principal indício de que o coração não está funcionando adequadamente. Quando isso acontece, o médico precisa investigar melhor e suspeitar da presença de Insuficiência cardíaca ou outra doença que esteja provocando a redução da fração de ejeção.

Muitas vezes, nós cardiologistas encontramos situações fáceis de modificar que podem fazer com que a fração de ejeção do ventrículo esquerdo volte ao normal.

Mas há outras situações mais graves que o paciente terá que fazer controle pelo resto de sua vida: alguns com melhora parcial da fração de ejeção, outros com piora (infelizmente). Confira.

O que é fração de ejeção?

A Fração de ejeção é a uma das medida mais importante do exame de Ecocardiograma, juntamente com a avaliação das válvulas e das medidas das dimensões do coração.

Entenda a Fração de Ejeção.

A FE (como é conhecida a fração de ejeção) representa a porcentagem de sangue do ventrículo esquerdo que é ejetada (bombeada) a cada batimento cardíaco.

O valor normal considerado normal da fração de ejeção pelo método de Ecocardiograma é acima de 55%.

Entenda o Ecocardiograma

Entenda a Fração de Ejeção.

Fração de ejeção 50% e insuficiência mitral e aórtica de grau mínimo.

Estou muito preocupada

N

Leitora

Resposta do Cardiologista: No comentário acima, o resultado do ecocardiograma diz que a Fração de Ejeção está em 50%, portanto, abaixo do valor normal de 55%.

Assim, o paciente apresença uma redução na Fração de Ejeção do ventrículo esquerdo.

Mais à frente, mostraremos como avaliar e o que fazer para melhorar. 

A presença de Insuficiência mitral e aórtica, nesse caso, não traz nenhum problema para o paciente e não é a causa da Fração de Ejeção baixa.

doutor,

Tenho o ventriculo esquerdo ligeiramente dilatado e a fraçao de ejeçao de 57%.

Acha que é motivo para entrar em panico? Obrigado

D

Leitor

Qual a Fração de do Ventrículo Esquerdo?

fração de ejeção que é descrita no ecocardiograma se refere à fração de Ejeção do Ventrículo esquerdo.

Assim, costumamos abreviar a frase Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo com as iniciais: FEVE%.

O percentual de sangue que é bombeado para fora de um ventrículo VE a cada batimento cardíaco é representado pela expressão Fração de Ejeção.

No geral, o ecocardiograma não mede a Fração de Ejeção do Ventrículo direito (FEVD), por preferir utilizar outros números e parâmetros para fazer a avaliação da força de contração do ventrículo direito.

Entenda o Ecocardiograma

Entenda a Fração de Ejeção.

Resposta do Cardiologista: Não, não é preciso entrar em pânico, pois a fração de ejeção está normal, preservada e com esses valores o coração funciona normalmente muito bem, sem maiores sintomas ou problemas.

O fato do ventrículo esquerdo estar dilatado (na dúvida do G, acima) é uma preocupação, pois a hipertrofia ventricular esquerda precisa ser tratada. Mas o lado bom da história é que a fração de ejeção do ventrículo esquerdo estar normal (57%).

 

Qual é o valor normal da fração de ejeção?

Na avaliação do ecocardiograma, paciente com Fração de Ejeção (FE) maior que 55% estão normais.

Já valores de FE menor < 55% possuem fração de ejeção reduzida e devem ser investigados.

Assim, todos os paciente com fração de ejeção menor que 55% precisam ser avaliados com maior critério pelo cardiologista para saber o que pode estar acontecendo: a suspeita inicial seria a insuficiência cardíaca.

Texto muito esclarecedor, agora sei q minha mãe cardiopata com 34% de Fração de Ejeção não é de tudo de ruim.

G

Leitora

Resposta do Cardiologista: Realmente, ter uma  fração de ejeção baixa não significa a morte.

Significa que o paciente precisa de cuidados e tratamento médico com cardiologista. Atualmente, há muitas opções de tratamento que podem melhorar a Fração de Ejeção.

Entenda o Ecocardiograma

Entenda a Fração de Ejeção.

E então, gostando do artigo? Deixe o seu comentário no final. Precisando de atendimento com cardiologista? Agende sua consulta!

Piora da Fração de Ejeção?

Diversos problemas de saúde e doenças que podem abaixar a fração de ejeção do ventrículo esquerdo.

Abaixam a Fração de Ejeção:

  • Hipertensão arterial mal controlada
  • Diabetes Melitus
  • Infarto do Miocárdio.
  • Miocardiopatia de qualquer tipo.
  • Doença de chagas
  • Arritmias cardíacas.
  • Dentre outros.

Ao corrigir ou controlar alguns desses problemas, estaremos contribuindo tanto para a não piora da fração de ejeção, quanto para sua melhora.

Entenda o Ecocardiograma

Entenda a Fração de Ejeção.

Como melhorar a Fração de Ejeção?

Ouvir de um médico que o exame de ecocardiograma apresentou fração de Ejeção baixa gera muito estresse nos pacientes.

E o estresse varia: desde leve ao pânico.

Daí, vem a pergunta: Como melhorar? O que devo fazer para Aumentar a Fração de Ejeção?

Veja o comentário abaixo, do Leitor C

Minha mãe tem cardiomiopatia dilatada e insuficiência cardíaca.

Em março de 2017 ela tinha 61 de sistólica final e 48% de fração de ejeção e agora em 2018 a final sistólica está 57 ou seja diminuiu o inchaço… mas a fração de ejeção diminui para 39%.

Ela faz uso de ictus 12,5 e enalapril 5mg… e agora o cardiologista aumentou a dose para ictus 25% e enalapril 10%.
A pressão dela já é baixa mas com as medicações fica mais baixa sempre entre 10×6. 8×5.

Como melhorar essa fração de ejeção????

C

Leitora

Sim, é possível aumentar a Fração de Ejeção.

E o primeiro passo é analisar cada uma das possíveis causas e começar a corrigi-las:

  1. Tem diabetes: controle-a.
  2. Tem hipertensão arterial: controle-a.
  3. Tem Anemia: controle-a.
  4. Tem Arritmia: controle-a.
  5. Tem Problema de válvula: corrija-a.
  6. Tem Problema A: corrija problema A.

Esse primeiros seis pontos iniciais é para que você não tenha dúvidas de que o melhor tratamento para Aumentar a Fração de Ejeção é corrigir a causa inicial do problema (ou as causas iniciais).

Entenda o Ecocardiograma

Entenda a Fração de Ejeção.

Resposta do Cardiologista: Não é muito bom quando a Fração de Ejeção reduz de 48% para 39%. Seu médico deve estar muito atento ao fatores que causaram a Insuficiência cardíaca e tentar corrigi-los (claro que ele está fazendo isso).

Segundo: Sempre que se iniciam medicações para a Insuficiência Cardíaca e para melhorar a Fração de Ejeção a pressão costuma cair, às vezes, impedindo que o médico eleve a dose da medicação.

Manter as medicações e consultar-se e contar tudo para o médico é fundamental.

(vamos aos poucos).

Boa noite.

Meu marido foi diagnosticado com cardiomiopatia dilatada. Não tem nenhum sintoma.

Me preocupo muito com a fração de ejeção dele pois é 17%.

Ele faz tratamento com Remédios.

Esses remédios podem melhorar essa fração de ejeção e se não melhorar? Qual o próximo passo?

A

Leitora

Resposta do Cardiologista: Um paciente com Insuficiência cardíaca e fração de ejeção de 17% raramente é assintomático.

Entretanto, o tratamento medicamentoso da ICC pode retirar os sintomas daqueles que tem fração de ejeção baixa, como o caso do esposo da Leitoar A.

O alívio dos sintomas é a primeira ação do cardiologista para tentar reduzir os efeitos negativos da Insuficiência cardíca com fração de ejeção baixa.

E o uso de medicações para ICC são fundamentais nessa decisão e precisam ser utilizados regualarmente e de modo contínuo pelo paciente.

As medicações podem aumentar a Fração de Ejeção? A resposta é SIM, pode!

Medicações que Aumentam a Fração de Ejeção

Além das correções ds doenças causadores da Insuficiência cardíaca, as medicações prescritas pelo médico são fundamentais para aumentar a Fraçãu de Ejeção.

As principais medicações para Aumentar a Fração de Ejeção, são:

  1. Inibidores da ECA ou Bloqueadores ARA
  2. Aldactone
  3. Betabloqueadores.

As principais medicações para Aliviar os sintomas da Insuficiência cardíaca são:

  1. Diuréticos.

Há várias drogas e nomes de produtos que são utilizados no tratamento e tentativa de aumentar a Fração de ejeção, vou citar alguns.

  1. Inibidores da ECA: enalapril, captopril, ramipril, lisinopril, perindopril, e todos terminados em PRIL.
  2. Bloqueadores ARA: losartana, valsartana, olmesartana, telmisartana, todos terminados em ANA. E também o sacubitril valsartana.
  3. Diuréticos poupadores de Potássio: Espironolactone.
  4. Diuréticos: (que são usados para aliviar sintomas): Furosemida, clortalidona, hidroclorotiazida.

Boa noite Dr° meu filho de cinco anos está internado a mais de um mês… Com o que os médicos pensavam ser Mocardiopatia Dilatada, mais na sexta passada ele fez um estudo eletrofisiológico e uma ablação no foco de aritmia.

A FE dele quando chegou ao hospital era de 9% ele está a bastante tempo com drogas vaso ativas é foi entubado a quase duas semanas… Fez um eco ontem e a FE agora é de 30%. Ele já está listado para transplante!
O Dr° como especialista vê condições de melhoras significativas, de modo a sair da lista de transplante?

M

Leitora

Resposta da Medicação para Aumentar a Fração de Ejeção:

Quando o cardiologista inicia a medicação ele espera que a melhor resposta seja o aumento da Fração de Ejeção e a redução do tamanho do coração (que normalmente está crescido).

Mas, entretanto, algumas respostas podem ocorrer:

  1. ÓTIMO: aumento real da fração de ejeção e redução do tamanho do coração;
  2. BOM: manutenção da fração de ejeção e estabilização do tamanho do coração;
  3. RUIM: piora da fração de ejeção e aumento continuado do tamanho do coração;

E a resposta que o paciente dá para o tratamento pode variar muito.

Sem querer ser repetitivo, não adianta usar medicação e continuar com a diabetes descontrolada. É preciso corrigir as doenças causadoras da Insuficiência cardíaca.

Na situação RUIM, acima, quando há piora da fração de ejeção e aumento do tamanho do coração, o cardiologista precisa ajustar as doses ou fazer tentativas mais avançadas para conter a piora cardíaca:

Resposta do Cardiologista: A história que a Leitora M (acima) nos conta é realmente bem grave e triste.

Se seu filho já tem indicação de transplante cardíaco, mantenha-se na fila e aguarde.

Pelo que se vê, ele está internado em CTI e terá priordade na fila de transplante.

Mas há possibilidade dele melhorar a fração de ejeção sem precisar do transplante? SIM, há. 

Mas quando o cardiologista utiliza critérios bastante avançados para decidir-se pelo transplante cardíaco.

Então, a melhor situação é fazer o trasnsplante, e ao mesmo tempo torcer para que os medicamentos façam o efeito esperado.

Para seu conforto: o transplante cardíaco é praticamente um MILAGRE e todos aqui torcemos para que seu filho aceite bem e se recupere prontamente.

Tenho insuficiência cardíaca congênita no eco cardiograma deu 49% de fração de injeção o médico cardiologista me disse q tenho 85% de chance deter mote súbita e assim mesmo

A

Leitor

Resposta do Cardiologista: Não é minha intenção duvidar de que médicos dizem aos seus pacientes; mas essa informação de 85% de risco de morte súbita é bem questionável. 

O valor da Fração de Ejeção (de 49%) não indica esse alto risco de Morte Súbita.

O que ele pode ter visto seria um tipo de arritmia ou de Bradicardia que aumente o risco de morte súbita. 

Talvez tenha havido uma dificuldade de comunicação entre vocês.

Foi-me diagnosticada uma inssuficiencia vcardiaca grave tenho tensao a 10/6 e um cardiodisfribrilador implantado; enfarte ventriloco esquerdo e outro parede anterior do coração.

Fração de ejecçao 4%.

Faco vida quase normal diabetes melitus nao bebo mas fumo. neste panorama qual o tempo de sobrevida posso esperar com alguma qualidade ??

só para por a vida em ordem sem deixar problemas para os outros ?? agradeço franquesa absoluta apesar de desconhecer profundamente o meu caso .

M

Leitor

Resposta do Cardiologista: Caro Leitor M, é bem provável que você tenha escrito o valor errado.

Sua fração de Ejeção não é de 4%. Seria muito baixo e quase incompatível com a vida.

Se você leva uma vida normal, no dia-a-dia, o valor deve ser outro, um valor maior.

Como implantou um CDI (desfibrilador) seu risco de morte súbita diminui bastante.

Sugiro levar uma vida normal, tentar ser muito saudável e manter o uso das medicações do seu médico.

Vai ficar bem.

bom dia
tenho 24 anos minha fração ejeção deu 55
fiz em Dezembro 2018
ele me pediu outra
queria saber se é normal 55

D

Leitor

Resposta do Cardiologista: Sim, o valor de 55% é normal. 

Mas há bem pouco tempo, os critérios eram outros e considerava-se um fração de ejeção normal, quando ela era acima de 58%.

Mas está normal, sim (se for pelo método de Simpsom).

De todo modo, o imprtante é o acompanhamento do seu médico.

Boa noite Dr Leonardo,

Minha mãe está com fração de ejeção de apenas 30% de seu coração funcionando devido um IAM e AVCI, ecocardiograma deu resultado de FE 35< ela pode ter uma vida normal ,

Qual estimativa de vida?

C

Leitora

Resposta do Cardiologista: Sua dúvida é improtante e até interessante.

Entenda que um coração normal, super normal tem fração de ejeção de 52% ou 54% pelo método de Simpson.

Então, ao dizer que o coração está com fração de ejeção de 50% NÃO SIGNIFICA que ele está com 50% de força. O normal é acima de 50%, então, acima de 50% está NORMAL.

Fração de Ejeção de 35% é um problema contornável pelos médicos. Nada de ficar pensando em Morte Súbita o tempo todo, não.

Há como aumentar a fração de ejeção como você viu.

Abraços e melhoras para sua mãe.

Tive infarto 10/2016 – aos 43 anos. Minha FE 33% _ feve 21%.

Mas não sinto nada.

Pego sacaria de 50kg e não sinto nada. Só não agunto correr muito, mais de 1 km e tenho que parar pois estou acima do peso. Mas andar ando até 10km.

Acho que essas medições estão erradas.

Excelente artigo.

J

Leitora

Resposta do Cardiologista: Leitor J, pode ser que seu coração tenha melhorado com a medicação. Isso é Ótimo.

Só de você estar com poucos sintomas já é uma excelente situação e ótima expectativa de vida.

Mas você precisa refazer o ecocardiograma, ok? Abraços e obrigado.

No mês de novembro de 2016 fiz uma bateria de exames cardiológicos, inclusive teste de stress, aquele que injeta medicamento na veia para acelerar coração e vai examinando o coração.

Nada senti nos exames. Nenhuma dor, nada de falta de ar ou cansaço.

Os exames constataram, apenas, colesterol e triglicerídios alterados e gordura no figado. No final de dezembro de 2016, um mês apos esses exames infartei. Quase morri. Fiz 05 pontes de safenas.

Um mês depois da cirurgia fiz Ecodoplercardiograma pelo sistema Simpson e deu 43% de fração de ejeção. Não tenho falta de ar, cansaços, inchaços na perna. Minha fração de ejeção ficou muito baixa?

Pode aumentar ou diminuir com dietas e medicamentos? Tomo medicamentos como Concor, furosemida, aspirina prevent e sovastatina. Tomava antes Aldactone. O medico tirou o aldactone.

E

Leitor

Resposta do Cardiologista: Leitor E, sim, Sua fração de Ejeção pode melhora com medicações e com uma vida saudável.

A própria ponte de safena é um forma de corrigir problemas de circulação – primeiro passo: a obstrução resolveu.

Você vai ficar bem. Abraços.

Regras dos comentário:

Esse blog e todos os seus artigos não são consulta médica. Foram escritos pelo Dr. Leonardo Alves - Médico Cardiologista de Teófilo Otoni, MG (CRMMG: 33.669).

Sempre confie e dê mais atenção na opinião do seu médico, pois ele te examinou. Nada substitui a consulta médica presencial, com seu médico de confiança.

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